São Paulo, 19 de November de 2017
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Campanha AMIB 2011 - Orgulho de ser Intensivista

A edição 2011 da campanha ‘Orgulho de Ser Intensivista’, promovida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) tem como tema o Transplante de Órgãos. O papel do intensivista na captação e doação de órgãos e a abordagem à família estão também em destaque.

 

A edição 2011 da campanha contará com materiais informativos direcionados aos médicos intensivistas e equipe, e ainda às famílias. Todo material da campanha destinado aos profissionais foi pensado e desenvolvido para oferecer informações precisas e atualizadas para uma atuação cada vez mais efetiva do médico intensivista neste importante processo, que é o de captação e doação de órgãos.

 

Desde a primeira edição da campanha Orgulho de Ser Intensivista a AMIB tem a preocupação em inserir e prestigiar todos os profissionais que atuam na Terapia Intensiva. E a edição deste ano não poderia ser diferente. A Enfermagem é apresentada ao público  (leigo e de diferentes classes) como importante membro da equipe interdisciplinar, mostrando sua atuação frente à captação na UTI adulto e pediátrica. “Vale ressaltar que os demais membros da equipe reconhecem o enfermeiro como um profissional fundamental, que muitas vezes faz a ponte entre todos os profissionais e as famílias na UTI”, ratifica presidente do Departamento de Enfermagem da AMIB, enfermeira Renata Pietro.

 

No processo de captação e doação de órgãos existem cinco importantes etapas: Identificação do Potencial Doador, Diagnóstico e Comprovação de Morte Encefálica, Entrevista com a Família e Manutenção do Potencial Doador. O material da campanha foi pensado e desenvolvido para oferecer informações precisas e atualizadas para fomentar a atuação cada vez mais efetiva do intensivista na busca pela captação e doação de órgãos.

 

“Hoje temos o enfermeiro inserido em diversos centros neste processo. Principalmente em São Paulo, temos serviços como o da Escola Paulista e do Hospital Dante Pazzanese que, diariamente, visitam centros de terapias intensivas em busca de possíveis doadores”, explica a enfermeira, que ainda acrescenta “esse processo inicial e fundamental é realizado pelo enfermeiro. Portanto, principalmente nas etapas de identificação, captação e no contato direto com as famílias, os enfermeiros precisam estar muito bem treinados e capacitados”.

 

Segundo Pietro, ainda é preciso conscientizar o enfermeiro que está à beira do leito que a identificação precoce de casos de morte encefálica é extremamente  importante. “Precisamos mostrar todo o processo e a importância do enfermeiro intensivista, justificando a campanha”. E ela ainda acrescenta que é muito importante o contato e a troca entre equipe e familiares, e o enfermeiro ajuda muito nesta ponte. “Esta realidade vem gerando maior confiança para todo o grupo”.

 

Transplantes no Brasil

Desde 1968, ano em que foi realizado o primeiro transplante de órgão sólido no Brasil, o país vem apresentando, ano a ano, aumento no número de captação e doação de órgãos.

 

Em 2010, segundo dados do Ministério da Saúde, foram realizados 21.040 procedimentos, ante os 20.053 procedimentos realizados em 2009. Cirurgias dos chamados órgãos sólidos - coração, fígado, pulmão, rins e pâncreas - tiveram aumento de 7%, enquanto os transplantes de medula óssea cresceram 10% no período. Mas, mesmo com este crescimento, mais de 60 mil pessoas, em todo Brasil, estão em lista de espera para receber um órgão.

 

www.orgulhodeserintensivista.com.br/2011