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Protocolos

Neste canal estão disponibilizados os principais protocolos para o desenvolvimento da prática assistencial.





Sondagem vesical feminina
Colaboração: Sérgio Luz
Número do Protocolo: 027
12/14/2009
A A A

 

 

Finalidades:

- Promover a drenagem urinária e controle rigoroso do débito urinário;

- Preparar a cliente para exames e cirurgias.

 

Material Necessário:

- 01 par de luvas esterilizada, 01 sonda vesical de alívio ou demora, 01 tubo de xylocaína-gel estéril (uso único), 01 seringa de 20 ml, 01 campo esterilizado, 01 bandeja para cateterismo, 02 ampolas de água destilada, 01 coletor de urina sistema fechado (se sondagem vesical de demora), 03 pacotes de gaze, material para higiene íntima, micropore, 01 toalha, 01 agulha 40X12, solução para anti-sepsia padronizada no hospital, 01 saco de lixo.

 

Pré - Execução:

- Observar prescrição médica;

- Avaliar o calibre da sonda a ser utilizada;

- Preparar o material;

- Lavar as mãos.

 

Execução:

- Identificar-se;

- Checar o nome e o leito da cliente;

- Orientar a cliente e/ou acompanhante quanto ao procedimento;

- Colocar bandeja sobre superfície plana;

- Promover privacidade;

- Colocar a cliente em posição com os MMII fletidos e em abdução;

- Realizar a higiene íntima;

- Abrir os materiais sobre o campo esterilizado, utilizando técnica asséptica;

- Colocar a solução antisséptica na cúpula;

- Calçar as luvas estéreis;

- Aspirar água destilada com seringa e agulha assim como despejar a xylocaína na quantidade necessária sobre gaze estéril com  auxílio de outra pessoa, testar o balonete da sonda, observando o volume adequado do mesmo;

- Conectar a sonda ao sistema fechado, se a sonda for de demora;

- Iniciar antissepsia com movimento unidirecional, desprezando a gaze ao final de cada região seguindo a ordem: monte de vênus; grandes lábios de cima para baixo à esquerda e grandes lábios de cima para baixo à direita;

- Com a mão não dominante, afastar os grandes lábios e com a mão dominante proceder antissepsia dos pequenos lábios de cima para baixo a direita e depois a esquerda;

- Manter ainda os grandes lábios afastados com a mão não dominante de forma a visualizar o meato uretral e proceder a antissepsia do mesmo, de cima para baixo (com a mão dominante);

- Lubrificar a extremidade distal da sonda com xylocaína-gel (exceto em pacientes do CO);

- Com a mão dominante, introduzir a sonda até observar retorno urinário;

- Insuflar o balonete (caso SVD) ;

- Fixar a sonda na face interna da coxa, deixando o sistema por cima da perna , sendo que durante os procedimentos cirúrgicos, a fixação da sonda poderá ser alterada de acordo com o posicionamento da cliente;

- Se sondagem de alívio retirar a sonda após esvaziamento da bexiga;

- Deixar a cliente confortável e com a campainha ao seu alcance;

- Mensurar débito no caso de sonda de alívio;

- Deixar o ambiente em ordem.

 

Pós - Execução:

- Manter o coletor abaixo do nível da bexiga;

- Desprezar o material utilizado no expurgo;

- Lavar as mãos;

- Realizar as anotações necessárias.

 

Avaliação:                                                                                       

- Avaliar sangramento;

- Avaliar retorno de urina;

- Observar obstrução da sonda;

- Certificar-se do clamp da extensão aberto;

- Certificar-se do clamp do coletor estar fechado;

- Avaliar fixação;

- Avaliar tração da sonda.

 

Riscos/ Tomada de Decisão:

- Falso trajeto (ex sondagem vaginal} : retirar a sonda,  reiniciar o procedimento com novo material estéril, e comunicar ao médico;

- Lesão do canal da uretra: interromper o procedimento e comunicar a enfermeira para avaliação;

- Contaminação: interromper o procedimento e reiniciar com novo material estéril;

- Calibre da sonda inadequado: trocar a sonda por calibre adequado;

- Clamp fechado: abrir o clamp;

- Tracionamento da sonda: fixar a sonda sem tracioná-la.

 






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