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Triagem de Manchester - padronização no Pronto Atendimento

2/21/2011
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O Sistema de Triagem de Manchester é uma metodologia científica que confere classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de pronto atendimento. O Sistema de Classificação de Risco (SCR) dispõe de 52 entradas, que se entende por fluxos ou algoritmos para a classificação da gravidade, avaliação esta codificada em cores. Os fluxogramas estão agrupados de forma a identificar sinais, sintomas ou síndromes que habitualmente motivam a ida do paciente a um Pronto Atendimento.

 

“Cada cor de classificação determina um tempo máximo para o atendimento ao paciente, de forma a não comprometer a sua saúde“, explica a enfermeira Ana Paula Pancieri, Gerente Administrativa do Pronto Atendimento do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo.

 

Quanto ao significado das cores, Pancieri informa que o paciente classificado como vermelho deve ser atendido de imediato, ou seja, tempo zero. As demais cores laranja, amarelo, verde e azul devem ser atendidas em tempo máximo de 10 minutos, 60 minutos, 120 minutos e 240 minutos respectivamente.

 

 

A Triagem de Manchester teve origem na Inglaterra, na cidade de Manchester. No Brasil, foi utilizado pela primeira vez em 2008, no Estado de Minas Gerais, como estratégia para reduzir a superlotação nas portas dos pronto-socorros e hospitais. Hoje, ele é acreditado pelo Ministério da Saúde, Ordem dos Enfermeiros, Ordem dos Médicos e é entendido como uma evolução no atendimento aos quem recorrem a um Serviço de Urgência.

 

“A grande vantagem desta Triagem é separar os casos verdadeiramente urgentes dos não urgentes e garantir o atendimento prioritário dos casos mais graves”, explica a enfermeira. Ela ainda informa que os pacientes deixam de ser atendidos pela ordem de chegada ao setor de urgência e passam a ser em função da gravidade da situação. “É um grande passo para a sistematização da assistência. O fato de os doentes estarem ordenados por prioridades é vantajoso para os profissionais, que passam a ter uma imagem clara do número de doentes que se encontram no setor e da sua gravidade, permitindo gerir as tarefas a atuar de forma mais correta e responsável”.

 

A implantação da Triagem também é vantajosa para o paciente, pois submetido a esta metodologia de classificação de risco está certamente assegurado que não correrão risco de vida, além de que o tempo de atendimento será determinante para uma melhor recuperação e intervenções mais assertivas para a queixa que o motivou a procura do serviço.

 

A enfermeira ainda cita outro benefício deste protocolo, que é a garantia de oferecer um serviço homogêneo, ou seja, independentemente do horário, do dia da semana ou do profissional que estará de plantão, a instituição de saúde terá a mesma padronização no atendimento.

 

O processo de triagem se dá com a abertura de ficha no setor. Após, o paciente é direcionado para a sala de triagem. “O enfermeiro triador identifica a queixa principal e através dela associa um fluxograma de Manchester a ser aplicado. Baseado nas respostas do paciente ele identificará uma cor para o risco”, explica Pancieri.

O enfermeiro é o profissional responsável por este processo.

 

Abaixo, um exemplo do discriminador (fluxo) para asma:

 

 

Hoje, a Escala de Manchester assume um contexto de "boas práticas" e é uma forte ferramenta de Gestão, tanto que pode ser aplicado também na atenção primária, como nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

 

É muito importante ressaltar que instituições que utilizam o protocolo de Manchester  precisam ter profissionais habilitados por meio de treinamento, teste formal e por escrito para a certificação do triador. “As auditorias são periódicas para avaliação do sistema de triagem”, acrescenta Ana Paula.

 

E é ela quem informa aos profissionais que atuam nesta área que eles devem sempre buscar o aprimoramento constante das discussões referentes ao atendimento de urgências, discutir as metodologias hoje existentes e participar de fóruns sobre o tema.

“O Protocolo de Manchester ainda apresenta lacunas para melhoramento e incremento de condutas. Recentemente, no mês de novembro, a Beneficência Portuguesa participou do primeiro encontro internacional de Manchester, sediado em Belo Horizonte, onde tivemos a oportunidade de compartilhar relatos de casos de países europeus e hospitais brasileiros”, justifica.




Fonte: Portal da Enfermagem


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2/23/2011 - fábia Jaragua do Sul-SC
Sou enfermeira responsavel pela emergencia que não utiliza a escala de manchester.Gostaria de saber se existe algum curso que prepara enfermeiro para esta atividade,e como posso participar. Obrigada.



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